III

A Arte de tocar o Cravo

François Couperin · Paris, 1717 · L'Art de toucher le Clavecin

François Couperin (Paris, 1668 — 1733), "o grande", é a mais importante figura musical na França entre Lully e Rameau. Seu método, publicado entre o Primeiro e o Segundo Livro de Peças, é "leitura obrigatória" para quem se dedica ao cravo.

📖 Esta edição

A presente tradução baseia-se na edição definitiva de 1717 — em relação à primeira (1716), inclui novo frontispício, seis páginas suplementares e modificações textuais. Couperin mistura tratado pedagógico com reflexões íntimas sobre a vida do mestre de cravo.

Audição recomendada — integral por Christophe Rousset
Prefácio

Plano deste método

"O Método que apresento aqui é único e não tem nenhuma relação com a Tablatura, que é meramente uma ciência de números. Aqui lido com todos os aspectos do bom toque ao Cravo. [...] Há ainda um caminho infinito entre a Tablatura e a maneira de se tocar bem." — Couperin, prefácio

Couperin avisa: este não é um manual técnico — é um livro sobre como tocar bem. Anuncia cinco partes:

  1. A posição do corpo e das mãos.
  2. Os ornamentos que servem à execução.
  3. Pequenos exercícios preliminares e essenciais.
  4. Observações sobre dedilhado, com referência ao Primeiro e Segundo Livros.
  5. Oito Prelúdios diversificados, em ordem de dificuldade, com dedos numerados.
Parte 1

Posição do corpo e das mãos

Idade para começar

"A idade apropriada para iniciar as crianças é de seis a sete anos: não que isso deva excluir as pessoas mais velhas, mas, naturalmente, para dar forma às mãos no exercício do Cravo, quanto mais cedo melhor."

Postura ao instrumento

💡 Dica de Couperin para crianças

"Para mim, na iniciação das crianças, levo por precaução a chave do instrumento no qual as instruo, a fim de que, na minha ausência, elas não possam estragar em um só instante o que cuidadosamente ensinei durante três quartos de hora."

O instrumento certo

"Deve-se usar inicialmente uma Espineta ou um só teclado do Cravo na primeira infância, e que tanto um quanto o outro tenham seus plectros regulados muito suavemente. [...] A boa execução depende muito mais da flexibilidade e da grande liberdade dos dedos do que da força."

O cravo acoplado (com os dois teclados unidos) exige mais força — perigoso para a criança, que "forçará suas pequenas mãos para fazer falar as teclas", levando a "mãos mal colocadas e dureza do toque".

↗ Tema: Postura — os 4 autores
Parte 1 (cont.)

Reflexões pedagógicas

Sobre os trinados

"É necessário utilizar preferencialmente os menos capazes [dedos], sem ter consideração à antiga maneira de dedilhar, que deve ser abandonada em favor do modo de se tocar bem dos dias de hoje."

Sobre tablatura e memória

"Não se deveria começar a ensinar Tablatura para as crianças até que tenham um certo número de Peças nas mãos. [...] A memória forma-se bem melhor quando se aprende de cor."

Sobre flexibilidade

"As mãos das mulheres são geralmente melhores. [...] A flexibilidade dos nervos contribui muito mais para se tocar bem do que a força."

Parte 4

Maneira de escolher o dedilhado

Couperin estabelece a numeração que ele próprio classificou como diferente de seu costume:

Numeração dos dedos

Mão esquerda: 5 4 3 2 1   |   Mão direita: 1 2 3 4 5

Polegar = 1, mínimo = 5. Convenção que perdura até hoje.

"Conhecer-se-á pela prática o quanto a mudança de um dedo por outro sobre a mesma nota será útil, e que efeito de legato isso causa no tocar."

A substituição de dedos sobre a mesma nota é, para Couperin, uma das chaves do legato moderno. Ele a usa sistematicamente para conectar trinados encadeados.

Reflexão central

Aspiração e suspensão — dar alma ao cravo

"Sendo os sons do Cravo fixos, cada um individualmente, e por consequência sem poderem ser aumentados nem diminuídos, pareceu quase insustentável até o momento que se pudesse dar alma a esse instrumento."

A questão fundadora: como ser expressivo num instrumento que não tem dinâmica?

A resposta de Couperin é original e modernista:

Aspiração aspiration

Separação de uma nota — uma micro-pausa expressiva. Mais intensa em passagens leves e rápidas, mais sutil em passagens doces e lentas.

Suspensão suspension

Silêncio antes de uma nota — quase exclusivamente em peças doces e lentas. "O silêncio que precede a nota deve ser orientado pelo gosto da pessoa que executa."

"Esses dois ornamentos, por seu contraste, deixam o ouvido incerto, de sorte que nas ocasiões em que os instrumentos de arco aumentam seus sons, a suspensão dos sons do Cravo parece — por um efeito contrário — trazer ao ouvido a impressão desejada."
↗ Tema: Articulação
Parte 2

Ornamentos que servem à execução

"É o valor das notas que deve, em geral, determinar a duração dos mordentes duplos, das apogiaturas duplas e dos trinados."

Mordente pincé

"Todo mordente deve terminar na nota sobre a qual está colocada." Os batimentos e a nota final estão todos contidos no valor da nota principal. No cravo e no órgão, exerce a função do martèlement dos instrumentos de arco.

Apogiatura port-de-voix

Composta de duas notas de valor e uma pequena nota perdida. Couperin defende a maneira moderna (com mudança de dedo) sobre a antiga, por causar mais legato.

Trinado tremblement

Compõe-se de três objetos: (1) apoio sobre a nota acima da principal; (2) batimentos; (3) ponto de parada. Deve "começar mais lentamente do que terminam, mas essa gradação deve ser imperceptível".

★ Regra do trinado

"Não importa sobre que nota esteja marcado um trinado; deve-se sempre começá-lo sobre o tom ou sobre o semitom acima." — Esta regra foi padrão até cerca de 1800.

Tabela original dos ornamentos (1713)

A tabela completa de ornamentos do Primeiro Livro de Peças, em fac-símile da edição original de 1713. Clique para ampliar.

Tabela de ornamentos de Couperin (parte 1)
Tabela de ornamentos · parte 1↗ clique para ampliar
Tabela de ornamentos de Couperin (parte 2)
Tabela de ornamentos · parte 2↗ clique para ampliar

Os trinados de cada dedo

Trinados mais utilizados

MãoDedos
Direita3 com 2, e 4 com 3
Esquerda1 com 2, e 2 com 3
"Será muito útil poder estimular as pessoas jovens a fazer os trinados com todos os dedos."
↗ Tema: Ornamentos ↗ Sancta Maria — Redobros e Quebros
Parte 3

Pequenos exercícios para formar as mãos

Couperin recomenda que se exercitem progressões em todos os tons e semitons do teclado:

3
Progressões de terças
Ascendentes e descendentes — fundamentais para escalas.
4
Progressões de quartas
Ascendentes e descendentes.
5
Progressões de quintas
Ascendentes e descendentes.
6
Progressões de sextas
Em todos os tons e semitons do teclado.
7
Progressões de sétimas
Inclui maneira mais cômoda para tons com sustenidos e bemóis.
8
Progressões de oitavas
Para ambas as mãos.

Os exemplos musicais — fac-símile

Couperin notou esses exercícios em todos os tons. Os exemplos abaixo são fac-símiles do tratado original. Clique para ampliar.

Exemplo · Progressão de terças ascendentes (mão direita) Progressão de terças ascendentes
Compasso 3/8 · escalas em terças subindo
Exemplo · Progressão de quartas (mão direita) Progressão de quartas
Quartas ascendentes e descendentes — escala "rolando"
Exemplo · Quintas e sextas — fingering anotado Quintas e sextas com dedilhado
Compasso 2 · dedilhado original anotado: 1-2-3-4-3-4-3-4 e variações
Exemplo · Sextas em compasso ternário Sextas
3/4 com sextas reiteradas: 4 sobre 2 em sequência
Exemplo · Sétimas para a mão esquerda Sétimas mão esquerda
Padrão 5-4-5-4... e 3-2-3-2... em paralelo
Exemplo · Trinados encadeados (substituição de dedos) Trinados encadeados
Couperin: "Esses dois números sobre uma mesma nota assinalam a substituição de um dedo por outro" — 4_3, 3_4, 4_2

Terças ligadas: maneira antiga vs. moderna

★ Antiga vs. moderna

Maneira antiga de várias terças consecutivas: "não produz nenhum legato".

Maneira moderna: liga as terças por substituição de dedos sobre uma mesma nota.

"Estou persuadido de que poucas pessoas em Paris permanecem irredutíveis a respeito de velhos princípios, sendo Paris o centro do que é bom."

A Alemanda — peça de transição para as primeiras peças idiomáticas

Na Parte 3, Couperin introduz uma Alemanda "légèrement" que ele compôs especialmente para o método — pensada como ponte entre os exercícios e as peças reais dos Livros I e II.

Alemanda de Couperin
Alemanda · "O autor a compôs especialmente"↗ clique para ampliar

O experimento dos dois trinados simultâneos

"Um dia, ao fazer uma jovem pessoa exercitá-las, experimentei deixá-la tocar os dois trinados ao mesmo tempo com a mesma mão. A aptidão natural, as excelentes mãos e a grande maestria adquirida, a fez chegar ao ponto de tocá-las muito regularmente."
↗ Tema: Exercícios e baterias
Parte 4

Trechos do Primeiro Livro difíceis de dedilhar

Couperin oferece dedilhados específicos para passagens "espinhosas" de suas próprias peças. As peças mencionadas — todas disponíveis em gravações modernas:

Peças do Primeiro Livro

★ Princípio para escolha de dedilhado

"Como a 2ª e a 4ª dessas quatro notas ligadas são as que fazem supor a verdadeira harmonia em relação ao baixo, faz-se necessário que elas sejam tocadas com os mesmos dedos, como se o canto fosse simples e sem notas de intervalo."

O dedilhado revela a estrutura harmônica subjacente. Notas que pertencem à harmonia recebem os mesmos dedos das notas principais, marcando-as auditivamente.

Trechos do Segundo Livro — exemplos com dedilhado

Couperin oferece exemplos detalhados de dedilhado para passagens difíceis das peças do Segundo Livro. Os exemplos abaixo são fac-símiles diretos do tratado:

Les Bergeries — dedilhado
Les Bergeries · trecho com dedilhado completo
Trecho do Segundo Livro
Trecho extenso · dedilhado em compasso 4/8
Trecho do Segundo Livro · página 99
Outro trecho · página 99
Peças do Segundo Livro
Parte 5

Os oito Prelúdios

"Prelúdio é uma composição livre em que a imaginação se entrega a tudo que a ela se apresenta. Mas, como é muito raro encontrar gênios capazes de criar de improviso, é preciso que aqueles que recorram a esses Prelúdios escritos os toquem de uma maneira natural, sem se ater excessivamente à precisão do tempo; a menos que eu o tenha indicado explicitamente pela palavra Mesuré."

Couperin compôs oito Prelúdios nas tonalidades das peças de seus Livros I e II. Os quatro primeiros são curtos (uma página); os outros quatro têm o dobro do tamanho.

"Pode-se arriscar afirmar que, dentre muitos assuntos, a Música, em comparação à Poesia, tem sua prosa e seus versos."

Observações entre os Prelúdios

"Ainda que esses Prelúdios tenham sido escritos metricamente, existe, entretanto, um estilo de utilização que deve ser seguido. Eu me explico: Prelúdio é uma composição livre em que a imaginação se entrega a tudo que a ela se apresenta. Mas, como é muito raro encontrar gênios capazes de criar de improviso, é preciso que aqueles que recorram a esses Prelúdios escritos os toquem de uma maneira natural, sem se ater excessivamente à precisão do tempo; a menos que eu o tenha indicado explicitamente pela palavra Mesuré." — Couperin, observações entre os Prelúdios

"Uma das razões pelas quais esses Prelúdios foram escritos metricamente é a facilidade que se encontrará, seja ao ensiná-los ou a aprendê-los."

Conclusão sobre como tocar o Cravo

Couperin encerra a seção dos Prelúdios com uma síntese de toda a sua estética para o instrumento:

"Para concluir a respeito de como tocar o Cravo, de um modo geral, meu sentimento é de que não se deve se afastar do caráter que convém a esse instrumento: as passagens, as baterias que estejam nas mãos; as partes alaudadas e sincopadas, que devem ser preferidas àquelas que são cheias de ligaduras ou de notas demasiadamente graves. É preciso conservar um legato perfeito naquilo que se executa; que todos os ornamentos sejam bem precisos e que aqueles que são compostos de batimentos sejam feitos bem regularmente, e através de uma gradação imperceptível. Deve-se tomar cuidado para não se alterar o tempo nas Peças, quando determinado, e para não se permanecer sobre notas cuja duração tenha terminado. Enfim, que se crie sua execução segundo o bom gosto de hoje, que é incomparavelmente mais puro que o antigo." — Couperin, conclusão geral sobre o cravo

★ Síntese da estética couperiniana

  • Prosa vs. versos — Prelúdios = prosa (livres); Peças = versos (medidas).
  • Caráter próprio do cravo — passagens, baterias, partes alaudadas e sincopadas.
  • Legato perfeito.
  • Ornamentos precisos, com gradação imperceptível.
  • Não alterar o tempo nas peças quando determinado.
  • Não se permanecer sobre notas cuja duração já terminou.
  • O bom gosto de hoje — incomparavelmente mais puro que o antigo.

Os 8 Prelúdios em fac-símile

Com dedilhados marcados pelo próprio Couperin. Clique para ampliar.

Primeiro Prelúdio
Primeiro Prelúdio
Segundo Prelúdio
Segundo Prelúdio
Terceiro Prelúdio
Terceiro Prelúdio
Quarto Prelúdio
Quarto Prelúdio
Quinto Prelúdio
Quinto Prelúdio
Sexto Prelúdio
Sexto Prelúdio
Sétimo Prelúdio
Sétimo Prelúdio
Oitavo Prelúdio
Oitavo Prelúdio

Os 8 Prelúdios em gravação — 5 interpretações por Prelúdio

1º Prelúdio · Dó maior
2º Prelúdio · Ré menor
3º Prelúdio · Sol menor
4º Prelúdio · Fá maior
5º Prelúdio · Lá maior
6º Prelúdio · Si menor
7º Prelúdio · Si bemol maior
8º Prelúdio · Mi menor
Reflexão final

O cravo, as Sonatas e o bom gosto francês

Couperin meditou longamente sobre a relação do cravo com o estilo italiano emergente:

"Esse instrumento tem suas particularidades, assim como o Violino tem as suas. [...] Se o Cravo não pode fazer crescer seu som, [...] há, por sua vez, outras vantagens que são a precisão, clareza, brilho e a extensão."

Compasso e cadência

★ Distinção fundamental

Compasso = "a quantidade e a igualdade dos tempos".

Cadência = "precisamente, o espírito e a alma que a ele devem ser combinados".

"Confundimos compasso com o que se chama de cadência ou movimento."

É por essa "alma" — irredutível à notação — que os franceses indicam Tendrement, Vivement no início das peças. Couperin lamenta:

"Existem defeitos em nossa maneira de escrever música que correspondem à maneira de escrever nossa língua. O fato é que nós escrevemos de modo diferente daquele que executamos. Isso é o que faz com que os estrangeiros toquem nossa música menos bem do que nós a sua."

A famosa indicação prática para as colcheias notadas iguais:

"Por exemplo, nós pontuamos várias colcheias consecutivas por graus conjuntos, entretanto, nós as indicamos iguais. Submetemo-nos a esta prática e assim continuamos."

Esta é a base teórica das notes inégales francesas — as colcheias por graus conjuntos são notadas iguais mas executadas pontuadas.

Sobre o acompanhamento

"Deve-se esperar dois ou três anos antes de se aprender o acompanhamento. [...] A vivacidade com a qual se está inclinado a executar a música de abertura do Livro traz consigo um jeito de tocar firme e frequentemente pesado."
↗ Tema: Ritmo, tempo e expressão Rameau sobre a igualdade dos movimentos
Apêndice editorial

Notas Críticas

As notas críticas anotam pequenas correções e divergências entre os exemplos apresentados no método e suas edições originais nos Livros de Peças. Indicam: compasso, parte afetada (MD = mão direita, ME = mão esquerda, voz), número da nota modificada e a correção.

★ Como ler as notas críticas

Exemplo: 8, MD, 2ª voz, 4: ré em substituição ao mi sustenido

= compasso 8, mão direita, contralto, nota 4: em substituição ao mi sustenido.

Os exemplos extraídos do Primeiro e Segundo Livros de Peças foram, em caso de dúvida, comparados com suas edições originais (Premier livre de pièces de clavecin. Paris: Chez l'Auteur, Boivin, 1713; Second livre de pièces de clavecin. Paris: chez l'auteur, Foucault, 1717).

Trechos do Primeiro Livro

PáginaCompasso · parte · notaCorreção
p. 66, 1º exemplo3, –, –, 8semicolcheia em substituição à colcheia
p. 67, 6º exemplo5, –, –, acordemínimas pontuadas em substituição às mínimas
p. 75, 2º exemplo4, MD, 1ª voz, 1 e 4semínima pontuada e colcheia (em substituição à semínima)
p. 76, 1º exemplo2, MD, 2ª voz, 1lá incluído a partir do Primeiro Livro de Peças
p. 76, 2º exemplo4, ME, 1ª voz, 1colcheia pontuada em substituição à semínima
p. 77, 2º exemplo2 e 3, –, –, –pausa de colcheia no 1º tempo (em substituição à pausa de semicolcheia)
p. 77, 2º exemplo7, –, –, 9semínima com trinado em substituição à semínima pontuada
p. 77, 2º exemplo7, –, –, 10 e 11semicolcheias em substituição a colcheias

Os 8 Prelúdios

PrelúdioCompasso · parte · notaCorreção
Prelúdio 1 (p. 79)16, ME, 1ª voz, –pausa de semínima no 2º tempo (em substituição à pausa de colcheia)
Prelúdio 2 (p. 80)5, MD, 2ª voz, 5 e 6falta colchete de expressão
Prelúdio 3 (p. 81)16, ME, 2ª voz, 4dó bequadro em substituição ao si bemol
Prelúdio 5 (p. 84)19, ME, 2ª voz, 2si em substituição ao dó sustenido
Prelúdio 6 (p. 86)fórmula de compasso3/8 em substituição a 3/8 (correção de notação)
Prelúdio 8 (p. 92)19 a 22, ME, –, 4ponto de aumento criando efeito de pedal de dedo

Trechos do Segundo Livro

PáginaCompasso · parte · notaCorreção
p. 95, 1º exemplo20, –, 1ª voz, 4 e 5duas semicolcheias em substituição a duas colcheias
p. 95, 1º exemplo47, –, 2ª voz, 1semicolcheia em substituição à colcheia
p. 95, 1º exemplo40, –, 2ª voz, –pausa de semínima incluída a partir do Segundo Livro
p. 95, 1º exemplo44, –, 1ª voz, 2sustenido sobre o mordente, incluído a partir do Segundo Livro
p. 96, 5º exemplofórmula omitidaem substituição a 2/4, por se tratar de exemplo extraído do meio da peça
p. 97, 1º exemplo9, –, 1ª e 2ª voz, 1dedo 2 deduzido (embora pouco nítido)
p. 97, 1º exemplo17, –, 2ª voz, 2 e 3ligadura incluída a partir do Segundo Livro
p. 97, 1º exemplo20, –, 2ª voz, 3semínima em substituição à colcheia
p. 98, 5º exemplo1, –, 1ª voz, 3semicolcheia em substituição à colcheia

Total: 23 correções editoriais aplicadas pela equipe de tradução UFRJ ao longo dos exemplos e Prelúdios do método, em comparação com os Livros de Peças originais.

Apêndice

Tabela de ornamentos do Primeiro Livro (1713)

O Primeiro Livro de Peças (1713) trouxe uma tabela explicativa dos ornamentos e sinais usados por Couperin. Esta tabela deve ser consultada em paralelo com qualquer execução das peças, pois muitos sinais são particulares à grafia do compositor.

Tabela completa de ornamentos

Veja a página dedicada que cataloga todos os ornamentos com exemplos visuais e cruzamentos com Sancta Maria, Frescobaldi e Rameau.

Ornamentos em performance — vídeos

© 2013 by Fagerlande, Tavares, Albuquerque, Barroso e Pereira

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